Bate-papo: Passando pela Transição (Parte 1)
Olá, pessoal!
Vou aproveitar um pouco da minha história pra falar sobre a transição em si e dar exemplos de como passar por ela, no plano estético. No meu caso, eu optei pelo big chop que, em tradução livre, seria grande corte. Esse termo foi cunhado pelas blogueiras crespas e cacheadas gringas, e designa o ato de cortar o cabelo alisado, deixando que a natural cresça e apareça.
Não tem uma forma certa de se fazer o big chop. Algumas cortam aos pouquinhos, outras cortam quando o cabelo natural atinge um certo tamanho, e outras apenas raspam a cabeça. No meu caso, eu ainda cortei mais duas vezes antes de optar por "radicalizar" de vez. Mas foi uma escolha minha. Abaixo estão algumas fotos: a primeira e a segunda são de quando cortei meu cabelo pela primeira vez; a terceira foi de quando cortei novamente, um pouco mais curto; e a última foi tirada logo depois de eu ter optado por fazer o big chop, tirando toda a química remanescente.
Aliás, se quiserem saber mais sobre minha trajetória com o meu cabelo, é só clicar aqui. Também tenho um vídeo no youtube da minha transição em fotos. Assista clicando aqui.
Para as mulheres, é bem mais difícil tomar a decisão de cortar o cabelo por diversos motivos, mas um dos mais comuns é o apego pelo tamanho. Não, não é um motivo fútil. Na verdade, é bem compreensível. E o fato de uma mulher tomar a decisão de não se importar com isso e cortar tudo, não a torna mais corajosa que a outra. Só se trata de duas mulheres diferentes, com visões diferentes. E ambas devem ser respeitadas. Eu mesma tinha medo de cortar o cabelo porque considerava meu rosto redondo demais. Também ouvi isso de outras pessoas. Mas quando cismei, não deu outra: passei a tesoura mesmo e não me arrependi. Eu estava preparada para dar aquele passo e fui em frente. E essa é a parte mais importante: estar preparada. Não fazer porque todo mundo está fazendo. Seu tempo, seu cabelo, suas regras. Faça o que estiver confortável. Se inspire em outras meninas/mulheres, mas mantenha você em mente. Foque no que você sente; foque naquilo que se encaixe melhor pra suas necessidades. Além disso, há uma infinidade de coisas que você pode para disfarçar as duas texturas (lisa e cacheada) antes de decidir pelo big chop em si.
Fiz uma lista bem resumida, mas bem completa das opções disponíveis.
Fiz uma lista bem resumida, mas bem completa das opções disponíveis.
Texturizações: coquinhos, meias, canudos, papeis higiênico (sim, é verdade, e funciona!), twists, bigudins... A lista é imensa e há centenas de tutoriais na internet. É ir testando, vendo qual funcional melhor pra você e se jogar! As texturizações têm como objetivo igualar as texturas, fazendo com que a parte alisada fique mais parecida com a parte crespa/cacheada que está em crescimento.
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| Rihanna (coquinhos) |
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| Youtube: Sekora and Sefari channel (twists) |
Escova/chapinha: Esse é, inclusive, o método que minha mãe optou por usar, já que ela também está em transição. Muitas mulheres vêm esse método como o sendo mais prático e rápido, especialmente para quem não tem tempo de se dedicar às texturizações. A parte problemática é o contato constante com o calor do secador e da chapinha, que danificam o cabelo. Por isso, quem optar por essa técnica, deve usar e abusar de protetores térmicos. Outro ponto negativo é que, alguns cabelos podem perder a capacidade de formar as ondulações, pois são estimulados a ficarem esticados por causa da escova, o que acaba atrasando o processo, e a pessoa pode ter que passar por uma segunda transição.
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| Alicia Keys |
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| Taylor Swift |
Laces (Perucas): Outra técnica que está em alta é o uso de laces. Elas são uma das formas mais saudáveis para se passar pela transição, porque protegem esse cabelo em crescimento e, ao mesmo tempo, dão uma levantada na autoestima. Existem dois tipos altamente populares: as Front Laces, que são apenas para a parte da frente, e as Full Laces, que são para cobrir todo o cabelo. O uso delas é bem simples. As duas são presas ao cabelo por uma espécie de tela bem fininha, quase transparente, que imita o couro cabeludo, deixando um efeito natural. O único ponto negativo é que o método não é muito acessível em relação ao preço: no Brasil, uma lace de qualidade não sai por menos de R$300,00. No entanto, em questão de custo benefício, vale super a pena investir. Aliás, se você conhecer alguém viajando para as gringas, não perca a oportunidade e peça que te traga uma lace. Especialmente nos EUA, elas são mais acessíveis e de alta qualidade.
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| As Tavares |
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| Viola Davis |
Mega hair: a mulherada pira num mega. Seja de tela, tic tac, com cola de queratina, entrelaçamento, nó italiano... Mas é importante ressaltar que a opinião de um especialista é fundamental, afinal são muitos fatores a considerar (estado do cabelo natural, preço do cabelo que será usado, preço da mão de obra, etc). Ou seja: cada caso é um caso, mas seja lá qual for sua escolha, tenha cuidado em relação à procedência do cabelo escolhido.
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| Tais Araújo |
Box braids (tranças): uma das técnicas mais populares atualmente, as tranças ajudam muito a esconder a diferença de texturas dos cabelos em transição. Os fios sintéticos (sendo os mais populares o tipo jumbo e o kanekalon são trançados aos naturais desde a raíz até o comprimento desejado. Enquanto a primeira dá um efeito mais natural, é mais leve e tem um preço mais salgado, a kanekalon é mais acessível, mais fácil de se fazer penteados, mas tem como ônus ter um efeito brilhante que deixa a aparência nitidamente artificial. Apesar de serem práticas, as box braids necessitam de cuidados específicos, como a higienização, onde você lava apenas a raíz, com a ajuda de um borrifador, e capricha na massagem, afinal ela vai estimular a circulação sanguínea na raíz, o que contribui para o crescimento dos fios naturais. Legal, né? Mas cuidado! Escolha bem o profissional que irá colocar as tranças e o mais importante: não as coloque muito apertadas, pois além de machucar seu couro cabeludo, pode danificar os fios em crescimento.
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| Beyoncé |
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| Zendaya |
E se, depois de todas essas opções, você se sentir mais tentada a encarar o grande corte, vá sem medo! É bem libertador. Eu ainda fiz os coquinhos por uns meses antes de cortar tudo. Não tinha mais paciência pra ficar fazendo aquilo, rs. Mas, novamente, faça tudo no seu tempo, ok? Nada de ir na onda dos outros. Faça o que você quiser e, o mais importante: faça por você!
No próximo post, vamos continuar falando de transição, entrando um pouco mais na esfera emocional/psicológica, porque sim, ela existe, e é bem complexa.
Nos vemos lá, então!! Beijos :*
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